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Leandro Martins
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DivulgaçãoJogadores reclamam e
grama do Brunão é aparada

Leandro Martins

Nada como uma alfinetada para que as pessoas acordem para o trabalho. Assim foi com o pessoal que cuida da grama do Estádio Bruno José Daniel em Santo André (SP). Em entrevista ao programa Lente Esportiva, veiculado no Canal ABC 3 da Vivax (canal 12), o meia do Ramalhão, Marcelinho Carioca, criticou as condições do gramado do Brunão que, segundo ele, atrapalharam o seu desempenho e o da equipe.

“A grama está muito alta, prende mais e o jogo fica mais lento”, disse o ex-corintiano após a partida contra o Ipatinga, no dia 26 de outubro. Depois da declaração, a grama foi devidamente aparada e, já no jogo contra o Fortaleza, no dia 30, estava mais baixa, artifício que deixa o jogo mais solto e veloz.Estádio Bruno José Daniel, onde o Santo André manda seus jogos - Divulgação

Conversando comigo, o zagueiro Dedimar concordou com o pé-de-anjo e disse que a reclamação dos jogadores foi generalizada. “Sim, a grama estava alta demais e atrapalhou um pouco. Mas agora já está bem cortadinha, o que é melhor para nós”, explicou.

O curioso é que, com a grama alta, o time jogou muito melhor do que com o gramado aparado. Merecia vencer o Ipatinga, criou inúmeras oportunidades, mas não conseguiu colocar a bola na rede e ficou no 0 a 0. Já contra o Fortaleza, merecia perder, mas graças ao goleiro Neneca, empatou por 1 a 1. Coisas do futebol... A grama é o de menos. O que importa é que jogador bom joga bem em qualquer lugar.

Antes de terminar, um detalhe importante: mesmo alto no jogo contra o Ipatinga, o gramado do Bruno Daniel está muito bem cuidado. Tem pouquíssimas falhas e parece um tapete. O palco está em perfeitas condições. Só falta agora o time proporcionar um espetáculo digno dentro de campo.



Categoria: Futebol Local
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DivulgaçãoÁrbitro se recusou a reparar
erro e foi punido pela CBF

Leandro Martins

Realmente, o nível da arbitragem brasileira parece piada. E de mau gosto. Como se não bastassem os inúmeros e gritantes erros cometidos pelos homens do apito no Campeonato Brasileiro da Série A (não vou enumerar os que eu vi até agora, porque senão ocupará muito espaço), a coisa fica feia também quando o assunto é a Série B do nacional.

Pela 22ª rodada, o árbitro Almir Belarmino Caetano, de Rondônia, mostrou o quão incompetente é. No dia 31 de agosto, durante a partida entre Santo André e Remo, disputada no Estádio Bruno Daniel, em Santo André (SP), e que terminou com vitória do Ramalhão por 4 a 3, Belarmino mostrou o cartão amarelo para o volante Dedimar, do time da casa. Porém, na súmula, ele conseguiu a proeza de anotar a advertência para o camisa cinco do Remo, o jogador Saci. Até aí, é um erro crasso, convenhamos, mas passível de reparo.

Pois bem. A CBF convocou o árbitro para ir até a entidade modificar a súmula e reparar o erro cometido. Mas o digníssimo senhor Belarmino recusou-se a retificar o que tinha escrito, deixando o prejuízo para o Remo e o benefício para o Santo André. Não deu outra. A CBF o afastou das escalas por 45 dias. Eu achei pouco. Uma insurreição dessas merecia mais tempo de gancho. Fato é que, na metade de outubro, já podia apitar normalmente.

Por causa do equívoco (em escalá-lo para apitar, é claro), Dedimar foi liberado para jogar a partida da última terça-feira, contra o Fortaleza. Como levou mais um cartão também nesse confronto, agora sim, Dedimar está oficialmente suspenso do jogo contra o Criciúma, no próximo sábado, em Florianópolis, pelo terceiro amarelo.

Só para se ter uma idéia, o histórico de Belarmino é bem significativo. Em um jogo da Segunda Divisão do Campeonato Rondoniense, no dia 21 de outubro, Moto Clube e Jaruense empataram sem abertura de contagem, no estádio Aluízio Ferreira, em partida válida pela segunda rodada do returno da competição.

Segundo o colunista local Alexandre Almeida, um lance chamou a atenção do público. Aos 42 minutos da segunda etapa, o lateral-direito Marcinho teria sido derrubado dentro da área, em claro lance de pênalti, mas o árbitro mandou seguir.

Na decisão do Campeonato Rondoniense entre VEC x Ulbra, em Ji-Paraná, Belarmino anulou um gol que seria legítimo do Lobo do Cerrado e após a falha foi suspenso pela própria FFER (Federação de Futebol do Estado de Rondônia).

Quer dizer, o juiz já tem um histórico complicado e a CBF ainda o escala para apitar uma partida importante (disputa contra o rebaixamento) pela Série B do futebol nacional? Isso é o cúmulo! Estes cidadãos erram e continuam apitando! Na próxima, vou enumerar alguns erros crassos na Série A. E os homens do apito continuaram no sorteio e nas escalas! Haja paciência!



Categoria: Boca no trombone
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DivulgaçãoPara o bem ou para o mal,
a Copa de 2014 será no Brasil

Leandro Martins

Para o bem ou para o mal, a Copa de 2014 vai acontecer em terras brasileiras. Após 64 anos, o maior evento do futebol mundial volta a ter sede no Brasil. O cenário lembra um pouco a década de 50, quando a febre pelo desenvolvimento e a industrialização tomaram conta do país, principalmente com o capital externo da política de Juscelino Kubitschek e sua filosofia de crescer “50 anos em cinco”. Hoje, a sede por desenvolvimento e melhorias ainda persistem na mente do povo brasileiro, que carece de uma saúde pública de boa qualidade, educação, seguridade social, segurança, etc.A final da Copa de 50 levou 200 mil torcedores ao Maracanã, número jamais alcançado - Divulgação

Alguns enxergam na Copa a mola propulsora para empurrar (obrigar mesmo!) o governo a fazer alguns investimentos que, sem o fato de sediar o evento e, portanto ausente de obrigatoriedade, talvez não os fizesse (ou os faria precariamente, como estamos acostumados a ver). Assim, muitas pessoas consideram que o Brasil melhorará a saúde pública, a segurança e a infra-estrutura no setor de transportes como criação de novas estações de trem e metrô e ônibus de melhor qualidade circulando pelas ruas.

Até acho que um pequeno legado nesse sentido vai mesmo restar da Copa do Mundo. Mas não acredito em melhorias significativas. Uma boa prova disso foi o Pan do Rio, que perdeu essa oportunidade, consumiu mais do que o dobro de dinheiro previsto no orçamento inicial e quase não teve suas obras concluídas antes de as competições começarem.

Amo futebol e queria estar vibrando por dentro e por fora com a realização de um evento desse porte no meu país. Mas, sinceramente, não consigo. Não quando vejo pessoas passando fome, morrendo em hospitais públicos e ganhando um salário mínimo (380 reais) ou menos por mês. Não consigo ficar contente quando vejo a educação largada às traças e milhares de crianças e adultos que não sabem ler e escrever e carecem de mais e melhores universidades públicas.O gol de Giggia marcou o mundo com o que chamaram de Maracanazzo - Divulgação

Do ponto de vista esportivo, em especial para nós, jornalistas da área, a importância da Copa é inquestionável. Tomara que o evento venha mesmo para o bem. Tomara que esse episódio de rara beleza esportiva não superfature as obras nem encha os bolsos de quem não tem nada a ver com o esporte. O que tantos governadores foram fazer na cerimônia do anúncio oficial do Brasil como sede? Se a Copa passar e o nosso país se tornar uma nação melhor, vou bater palmas e ficar muito feliz. Mas alerto: é bom ficarmos de olho, pois tem muita gente de má fé querendo colocar a mão na grana alheia.



Categoria: Boca no trombone
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