Volta para a home
 


Leandro Martins
Jornalista

Empresas
UPTV
Rede TV + ABC
Colunista STI
Cargos
Repórter
Locutor
Editor
Apresentador
Comentarista esportivo

leanmartins@uol.com.br
Santo André - SP

Histórico


Categorias
 Todas as mensagens
 Boca no trombone
 Futebol Local
 Escrita da Bola
 Vai e vem
 Aconteceu


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UPTV - A TV sem fronteiras
 Gazeta Esportiva
 Futebol Interior
 Folha Esporte
 Estadão Esportes
 ESPN Brasil
 Rádio STI Esporte
 Blog do Bianchi
 Blog da Ísis - Projeto Caos


 


.

DivulgaçãoOs vários pesos e
medidas do STJD: parte I

Leandro Martins

O Campeonato Brasileiro de 2007, sem dúvida, ficará marcado por alguns acontecimentos ímpares, que tornam esta edição do nacional uma pérola para pesquisadores, historiadores, jornalistas e todos os que se interessam por saber boas curiosidades do futebol brasileiro.

Entre os pontos positivos, a bela estrutura defensiva do pentacampeão São Paulo e a boa média de público alcançada, o que demonstra que o torcedor começou a tomar gosto pelo certame de pontos corridos. Entre os destaques negativos, as péssimas atuações das arbitragens com erros clamorosos e a interferência exagerada do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) dentro de campo.O STJD reunido em julgamento - Divulgação

Esse último tópico é o tema que quero abordar. Não dá para acreditar que esse órgão seja sério. De que maneira o STJD quer se mostrar uma entidade respeitável se, na mesma competição, julga os casos de acordo com diversos critérios e estabelece vários pesos e medidas?

Dr. Rubens Approbato Machado, jurista famoso e presidente da entidade - DivulgaçãoA história toda começou quando o São Paulo, após o clássico contra o Palmeiras, no início do Brasileirão (Morumbi, 27 de maio, 3ª rodada; o jogo terminou 0 a 0), entrou com uma ação no tribunal para punir o atacante Edmundo, do time alviverde, por uma entrada dura no zagueiro Miranda.

A querida entidade puniu o palmeirense e, a partir daí, a palhaçada começou. Nos dois próximos posts, analiso e cito alguns casos que merecem destaque neste campeonato marcado pela presença indesejável de tal vilão, que interferiu de maneira mais negativa do que positiva na Série A deste ano. Peço gentilmente ao amigo internauta/leitor que desça sua barra de rolagem e acompanhe a reflexão. O texto é grande, mas vale a pena.



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 




.

DivulgaçãoOs vários pesos e medidas
do STJD: parte II - casos

Leandro Martins

14/06 – O Botafogo goleia o Vasco por 4 a 0, no Maracanã, em jogo antecipado da 12ª rodada. O atacante Dodô é flagrado no exame antidoping pelo uso da substância Femproporex (inibidor de apetite/emagrecedor). Julgado pelo STJD, é condenado a seis meses de suspensão por unanimidade.

O jogador cumpriu 25 dias da pena e, depois, foi absolvido pela mesma entidade, por 5 votos a 3. Detalhe: 4 dos auditores que votaram pela absolvição são torcedores do Botafogo e destes, dois são conselheiros do clube. Os torcedores são: José Mauro do Couto, Virgílio Val, Francisco Müssnich e Paulo Valed Perry. Nota: até hoje o caso está mal explicado e é alvo de investigação da Fifa. Nunca se achou um culpado.

08/08 – O volante Túlio, do Botafogo, acerta um chute na cabeça do atacante Leandro, do São Paulo, em partida realizada no Rio de Janeiro (2 a 0 para time paulista). Julgado, é punido com 120 dias de suspensão. No fim de outubro, teve a pena revertida em serviços sociais e multa de 10 mil reais. Voltou no jogo contra o Cruzeiro e marcou o segundo gol (golaço) da vitória dos cariocas por 4 a 1.

O volante Vampeta, do Corinthians - Divulgação15/08 – O volante Vampeta, do Corinthians, simula contusão e cai no gramado antes de ser substituído na partida contra o Botafogo, no Rio (3 a 2 para o Timão). Julgado, é punido com um jogo de suspensão.

29/08 – O goleiro Bosco, do São Paulo, simula ter sido atingido na cabeça por uma pilha no jogo do returno contra o Palmeiras (1 a 0 para o Tricolor). Julgado, é punido com uma partida de suspensão. Mais tarde, o STJD revê a pena e aumenta a punição para três jogos.

16/09 – O lateral Coelho, do Atlético-MG, acerta uma cotovelada no abdome do atacante Kerlon, do Cruzeiro, em um ato covarde (4 a 3 para a Raposa). Inicialmente, é punido com 120 dias de suspensão por agressão. Mais tarde, tem seu ato classificado “APENAS” como jogada violenta e sua pena é reduzida para cinco jogos.O meia Hugo, do São Paulo, chegou até a pedir desculpas - Divulgação

01/09 – O meia Hugo, do São Paulo, dá uma cusparada no rosto do volante Goiano, do Paraná Clube (6 a 0 para o time de Muricy). É punido por 120 dias. Mais tarde, em novo julgamento, tem a pena mantida.

28/10 – O meia Valdívia, do Palmeiras, comete dois atos de indisciplina contra jogadores do Vasco da Gama (2 a 2). Seu ato é classificado como jogada violenta (uma cotovelada em Thiaguinho e um empurrão em Alan Kardec). O chileno é punido com cinco jogos de suspensão.

Para que este post não se alongue demais, a análise e a reflexão seguem na seqüência. Novamente, convido-o a ler.



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 




.

DivulgaçãoOs vários pesos e medidas
do STJD: parte III - análise

Leandro Martins

Dodô – Casos de doping devem ser investigados minuciosamente. Como Dodô pôde ser absolvido sem haver um culpado? Quais critérios foram usados para sua absolvição? O caso que mais demandou cuidado e investigação até este momento da competição foi tratado em 25 dias! Como é que pode? Quem se responsabiliza por isso? Que tipo de precedentes horripilantes essa absolvição pode abrir? É um grande absurdo! Dos que eu vi até hoje, com certeza o maior!

O volante Túlio, do Botafogo - DivulgaçãoTúlio – O jogador deu um chute na cabeça do companheiro. Logo, agrediu. Como podem converter a pena em serviços sociais? Não é coincidência que a liberação para jogar tenha sido dada a dois jogadores do Botafogo? Da suspensão de Coelho, já falei em outro post. Deveria pegar um turno inteiro de gancho! Sim, 19 partidas, no mínimo! E um B.O. na polícia por agressão também cairia bem.

Vampeta – O “velho Vamp” não deveria ter simulado, mas faz parte da malandragem do futebol. Dentro de campo. Mas o STJD julga com base na televisão! E se não mostrassem o replay? Iriam fazer o que? Nada! Para mim, um jogo de suspensão ficou de bom tamanho.

Bosco – O goleiro Bosco foi “Tosco”! Simular contusão em campo para ganhar tempo é uma coisa (também repreensível, mas faz parte do jogo), mas simular ser atingido para tirar mando de campo do rival é querer prejudicar não só o time, mas a carreira de colegas de profissão. Simplesmente, abominável. Deveria ser punido por 120 dias por infantilidade e má fé.

Hugo – O meia Hugo teve a pena aplicada e mantida acertadamente. Não se deve cuspir nem na rua, muito menos no rosto de uma pessoa. Ato repugnante!

Valdívia – Se a “jogada violenta” de Valdívia vale cinco jogos de suspensão, quantas partidas de gancho vale o crime que cometeu Coelho? Para mim, um turno inteiro! Então, como dar a mesma punição a jogadas tão diferentes? Uma, infinitamente com mais violência do que a outra? Abuso de poder!O meia Valdívia, do palmeiras

Tudo isso ainda vem acrescido de um detalhe. O querido STJD julga com base em imagens de televisão. E se, de repente, de uma hora para outra, a TV decidir não colocar mais replay como fazem os telões dos estádios? Como vão julgar os atos dos jogadores? E nos jogos da Série B que não são transmitidos e não contam com a presença de câmeras? Lá vale ludibriar, agredir? Sim, pois os árbitros já se mostraram incapazes de colocar isso tudo na súmula.

E os jogos da Série C? Como proceder? Sou a favor de uma boa transmissão, com replays e tudo. Mas, a partir do momento em que o olho eletrônico torna-se mais importante e decisivo do que o do árbitro, é melhor parar e refletir. Por isso que a Série A tem inúmeros casos julgados com imagens vivas, nítidas e vistas por diversos ângulos, enquanto os da Série C, quando existem, são julgados com base em palavras, súmulas e fatos. É, definitivamente, vergonhoso!



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 




.

DivulgaçãoApós derrota, Ramalhão
vai "secar" os adversários


Leandro Martins

O Santo André terá de secar seus adversários na briga direta contra o rebaixamento, no complemento da 35ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O time do ABC, que enfrenta o Gama em casa na noite da próxima terça-feira, perdeu para o Marília por 4 a 2 no início da semana, no interior, e voltou a ficar ameaçado de cair para a Terceirona em 2008.O zagueiro Luiz Henrique disputa a bola durante o jogo contra a Portuguesa - Divulgação

Agora, o Ramalhão terá de torcer contra Avaí, Paulista e Santa Cruz para alimentar as esperanças de se manter na Série B do futebol nacional. O time do técnico Fahel Júnior está na 16ª colocação, com 42 pontos, apenas um ponto à frente da Cobra Coral (17°), três à frente do time de Jundiaí (18°) e dois atrás da equipe catarinense (15°), com 44. Todas as três equipes jogam em casa, porém, contra adversários que estão na parte de cima da tabela.

Na sexta-feira, o Santa Cruz enfrenta a Ponte Preta, no Recife, às 20h30. No sábado, o Avaí recebe o quase campeão e já na Série A, Coritiba, em Florianópolis. No mesmo dia e horário, enfrentam-se Paulista e Vitória, em Jundiaí.



Categoria: Futebol Local
   envie por e-mail 




.

DivulgaçãoQuem deve ficar com a Taça
das Bolinhas? Ninguém!

Leandro Martins

Com o São Paulo já Campeão Brasileiro, um assunto vem tomando conta da mídia nesse final de temporada. Afinal, quem é penta e quem não é? Quem deveria ficar com a famigerada Taça das Bolinhas, oferecida pela CBF àquele que conquistasse cinco campeonatos nacionais alternados ou três consecutivos?

Existem aí duas discussões. A primeira: o Flamengo é ou não pentacampeão Brasileiro? Como eu tinha apenas sete anos quando a famigerada Copa União aconteceu, fui pesquisar. Li e investiguei muita coisa a respeito. Não vou contar aqui toda a história do penta do Flamengo, pois outros já fizeram isso melhor do que eu e com riqueza de informação. A mais completa que achei encontra-se no endereço eletrônico (http://www.interney.net/blogs/eclipse/2007/11/02/flamengo_eh_penta/). Para mim, o Flamengo ganhou sim, cinco vezes o Campeonato Brasileiro.A famosa Taça das Bolinhas desejada por tricolores e rubro-negros - Divulgação

Isso posto, outra discussão vem à tona. Quem deveria, então, ficar com a tal Taça das Bolinhas? Para mim, quem matou a charada foi o jornalista Paulo Vinícius Coelho, comentarista da ESPN Brasil e colunista do diário Lance! PVC levantou uma lebre importante. O regulamento de qualquer campeonato que se preze sempre traz escrito o que será entregue aos ganhadores no final da competição. Normalmente, é um troféu de campeão, um de vice, e as medalhas para os dois times.

O tal troféu em disputa, segundo PVC, passou a ser mencionado a partir do Brasileirão de 1975. Coincidência ou não, em 1992, ano que o Flamengo conquistou mais um nacional, o regulamento deixa de mencionar a entrega dessa taça, referindo-se apenas à de campeão e à de vice. Se considerarmos o período em que a Taça das Bolinhas figurou no regulamento do Campeonato Brasileiro e, portanto, esteve em disputa, ninguém deve levar o troféu! Nem São Paulo, nem Flamengo.

O Fla conquistou os títulos brasileiros de 1980, 1982, 1983, 1987, 1992. O Tricolor paulista levantou os canecos de 1977, 1986, 1991, 2006, 2007. Assim, o Flamengo, dentro do prazo em que a taça foi mencionada nos regulamentos, ganhou quatro títulos e o São Paulo, três. Ninguém, portanto, tem o direito de ficar com o prêmio!



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 




DivulgaçãoObrigado pelas visitas;
a vitória é nossa!

Leandro Martins

Honestamente, confesso que no momento em que liguei o computador, minha intenção era escrever uma coluna sobre o fazer jornalístico (principalmente o que NÃO se deve fazer!), por causa de um programa que vi hoje na TV aberta na hora do almoço. Presenciei uma verdadeira aula de como nunca proceder em minha carreira. Não vou citar o nome do jornalista nem o programa, pois quem viu sabe do quê e de quem estou falando.

Enfim, iria escrever sobre esse tema, com uma série de argumentos e críticas. Mas, ao ligar minha máquina, resolvi deixar isso de lado e escrever sobre uma coisa bem mais feliz. Se fizesse a tal crítica, por mais que estivesse correto, estaria sendo antiético e cometendo um erro de igual tamanho. O caso valia mesmo uma reflexão. Mas não vou gastar saliva, ou melhor, minhas mãos, escrevendo sobre a conduta alheia. Como disse, ao me sentar para digitar, preferi abordar algo mais gratificante. Para mim e para você, amigo internauta.A turma que visita o blog; mande também sua foto!

No final da semana passada, o Blog Paixão por Futebol atingiu a visita de número 600. Não vou ser hipócrita. Umas 100 são minhas até porque tenho de fazer as atualizações. Mas então, comemoremos 500 visitas. Lancei esse canal de comunicação com você no dia 23 de setembro e, em pouco mais de dois meses (44 dias), ele foi acessado 500 vezes (média de 11 acessos diários). Para mim, que estou iniciando a carreira e sou desconhecido do grande público, é um motivo de contentamento.

Por isso, hoje venho aqui agradecer a você, amigo internauta/leitor, pelo apoio, pela confiança, pelo prestígio e pelo carinho com o PF. É muito gratificante saber que, aquele que visita, o faz por vontade própria e porque está atrás de informação e não de achismo. Não tenho os nomes de todos os que entram no blog mas, os que possuo, divulgo e agradeço publicamente.

Alcindo (não sei o sobrenome) – assinante que ligou para o Lente Esportiva na última segunda-feira
Kátia Verri – assistente de estúdio e produção (programas Lente Esportiva e Interação do Canal ABC 3) e apresentadora (programa Lente Esportiva)

Alessandra Nunes – apresentadora (programas Lente Esportiva e Sentidos)
Soraya Ohmacht - produção Lente Esportiva e cinegrafista Canal ABC 3
André Moro – cinegrafista Canal ABC 3 e SporTV
Lombardi Jr. – comentarista esportivo Canal ABC 3 e Rádio Trianon
Beto Kerr – gerente de programação (Net) e comentarista esportivo Canal ABC 3
Reinaldo Leiva – repórter Canal ABC 3
Eduardo Bianchi – locutor, produtor e repórter Canal ABC 3
Ivan Amaral – jornalista
Alberto Bruno – assinante canal ABC 3
Luciane Bruno – estudante

Valter Bittencourt - jornalista

Essas são as pessoas de quem eu tenho o nome. Se você também acessa, mande seu nome que eu coloco aqui. A todos, que eu citei e que não citei, muito obrigado! A vitória é nossa!



   envie por e-mail 




.

DivulgaçãoParabéns ao Flamengo;
a arte foi preservada

Leandro Martins

O Flamengo não é apenas o clube da maior e mais animada torcida do país, pelo menos, nos tempos atuais. O time da Gávea é também adepto do chamado futebol-arte, do jogo bonito e da festa dentro e fora de campo.

E não digo isso porque o meia Roger fez dois belos gols nos últimos dois jogos; contra o Corinthians, fazendo fila e contra o Cruzeiro, em magistral cobrança de falta. Digo isso sim, porque o atacante Obina, em determinada circunstância marcador do “foquinha” Kerlon na partida de domingo, não quis quebrar o jogador quando ele fez seu mais tradicional drible.Kerlon executando o drible da foca - Divulgação

Obina teve espírito esportivo. Passou um longo tempo no estaleiro contundido e sabe como é complicado ficar sem jogar após levar uma entrada dura do adversário. Tudo bem que “o melhor que o Eto’o” contundiu-se sozinho em partida contra o Vasco. Mas os atacantes são os que mais sofrem faltas e ele sabe como isso incomoda.

Obina foi, digamos, gentil. Sequer deu combate a Kerlon (claro que aí errou!), que levou a bola para dentro da área flamenguista e, desequilibrado, arrematou mal. Mas entrou na área! Se fosse derrubado ali, seria pênalti!

Obina era o marcador do foquinha no lance - DivulgaçãoMais uma vez, sou obrigado a falar. O “drible da foca” tem objetividade sim! Kerlon vai “para dentro” do adversário que, se não souber como pará-lo, fatalmente cometerá infração. Ainda se for uma infração normal de jogo, vá lá. Uma obstrução, um jogo de ombro, subir junto para tentar tirar de cabeça. Mas não o crime que Coelho cometeu! Se o STJD fosse uma instituição mais séria, teria deixado o jogador de fora do Brasileiro. Mas, ao contrário, reduziu sua pena de 120 dias para cinco jogos.

Os atletas do Flamengo tiveram desportividade. Em especial, Obina. Até por isso, pelo que está jogando e pela maneira como o faz, o time carioca deve ir à Libertadores para o delírio de sua empolgante torcida. Fica a lição para os atleticanos e demais jogadores boçais que queiram parar Kerlon na agressão (sim, porque jogada violenta para mim é outra coisa; o que Coelho fez foi agressão!). É possível perder de cabeça erguida e permitir que o craque brinde o torcedor com boa dose de talento.



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 





[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]