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S.Bernardo pode ter Bruno Octávio e Rafinha negocia com Timão Leandro Martins
O São Bernardo parece mesmo estar montando uma equipe forte para 2008. Depois de trazer o técnico Lelo, que conseguiu três acessos consecutivos da Segunda Divisão para a Série A-3 do Campeonato Paulista nos últimos três anos, trouxe também o goleiro Fernando Henrique e o zagueiro Melika, ambos do Penapolense, o lateral-direito Augusto, ex-Inter de Limeira e o zagueiro Fernando Voltolini, ex-União São João.
Em 2005, o treinador conquistou o acesso com a Santacruzense para a Série A-3. Um ano depois, foi a vez de subir com o Linense e, em 2007, o técnico conseguiu o acesso com o Penapolense. “Graças a Deus, estou passando por um por um bom momento. A idéia é sempre vencer e é isso que vou passar para o grupo”, disse o comandante.
O time ainda deve trazer um lateral-esquerdo na tarde da próxima segunda-feira. Mas a maior contratação pode vir do Corinthians. Seria o volante Bruno Octávio, que viria para reforçar o Tigre. Em troca, o meia Rafinha iria para o Parque São Jorge.
Se as conversas de bastidores forem confirmadas, o time do ABC poderá brigar como gente grande pelo acesso à Série A-2 no ano que vem.
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Quando quer, o Brasil torna-se um país de Primeiro Mundo Leandro Martins
O Brasil mostrou no jogo contra o Uruguai, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, que, quando quer, torna-se um país de Primeiro Mundo. Vendedores ambulantes, flanelinhas e até cambistas (acredite, cambistas!) sumiram das portas do Estádio do Morumbi na tarde/noite da última quarta-feira. Os flanelinhas foram “recolhidos” (sim, o termo é esse, porque depois eles retornam às ruas) pela polícia, por ordem da Prefeitura de São Paulo. Os ambulantes foram simplesmente enxotados das cercanias do Cícero Pompeu de Toledo e os cambistas, como por um milagre, foram presos. Presos!
Mas não foi milagre, não. Os governantes e dirigentes mostraram que, se quiserem e houver vontade política para certas coisas, o Brasil pode ser comparado a qualquer país da Europa. Basta que as coisas funcionem e que esses seres de terno e gravata (os políticos) tenham vontade de agir nestas questões. A sociedade agradeceria muito esta “atenção” e o cidadão, finalmente, iria sentir-se respeitado e teria dignidade para andar nas ruas ou assistir a uma partida de futebol no estádio.
O problema é que o aconteceu na quarta-feira nas cercanias do estádio do São Paulo foi algo para inglês ver. Ou melhor, para os dirigentes europeus verem. O circo foi montado para que o Brasil pudesse mostrar aos europeus que a Copa do Mundo de 2014 em terras tupiniquins será bem organizada e, o evento, um grande espetáculo. A “fachada”, pelo visto, foi bem construída. Só que isso não pode acontecer só para os europeus verem. Não podemos esquecer que quem mora no Brasil são os brasileiros! E a sociedade sim, carece desse tipo de “ajuda”. Carece de respeito!
Eu aposto todas as minhas fichas e duvido que, no próximo clássico realizado no Campeonato Paulista de 2008, haverá tantos policiais e tanta organização como no jogo da Seleção Brasileira nas Eliminatórias. Também duvido que a ação dos ambulantes, dos insuportáveis flanelinhas e dos malditos cambistas será contida. O torcedor comum, que freqüenta os estádios e vai aos jogos do meio de semana do seu time de coração, ainda sofre com tudo isso. Pior. Sofre também com a falta de transporte, pois não tem metrô funcionando até uma hora da manhã como no jogo do Brasil!
As melhorias vistas na quarta-feira são extremamente válidas, desde que se tornem perenes para o torcedor brasileiro. A Copa do Mundo no Brasil será, sem dúvida, um belo evento esportivo. Mas precisa também ter sua veia social. Se a competição servir para trazer benefícios reais ao povo DO BRASIL (e não aos turistas europeus e outros poucos privilegiados), receberá aplausos. Assim como as iniciativas vistas no entorno do Morumbi.
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E o Paraná? Não tem direito de jogar na quarta? Leandro Martins
Por que Goiás, Corinthians e Náutico, que disputam o rebaixamento, irão jogar na quarta-feira (dia 28 de novembro) e o Paraná Clube terá de jogar no domingo à noite? Esta é, sem dúvida, mais uma das palhaçadas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) nesse Campeonato Brasileiro. Antes, até meados de 2001, jornalistas e torcedores reclamavam da falta da divulgação antecipada das tabelas dos campeonatos nacionais.
Pois bem, estas reclamações cessaram, já que a toda poderosa do futebol brasileiro divulga a tabela com meses de antecedência. No entanto, naquela época, outra reclamação era constante. Muitos jogos eram adiados e outros mudavam de data repentinamente, o que impedia um planejamento adequado da torcida e daqueles que cobrem o esporte bretão no país.
Pergunto: de que adianta a tabela ser divulgada com tanta antecedência se nunca é cumprida à risca e sempre sofre mudanças, principalmente nos jogos mais decisivos, pelo interesse de transmissão da TV? Pelo visto, esta briga continua e a reclamação persiste. Desta vez, encampada também pelos times que se sentem prejudicados. A justificativa para a não-mudança do jogo entre Paraná e Santos também para a próxima quarta-feira é de que o Santos vai jogar no mesmo dia dos outros clubes que disputam a Libertadores.
Oras, e o Paraná? Será que sempre as equipes grandes serão favorecidas em detrimento dos times menores (com todo o respeito que merece o Paraná, que é um grande time em Curitiba, mas bem menor do que o Santos em feitos históricos e expressividade)? Não tem jeito. Enquanto a televisão mandar na tabela do Brasileirão, essa bagunça sempre acontecerá. E os torcedores continuarão pagando o pato.
Ressalva. Se eu fosse o “dono” da competição, também iria querer que os melhores jogos passassem nos dias em que eu fosse transmitir. Até aí, sem problemas. É um direito de quem adquiriu a exclusividade de mostrar o campeonato. Só não se pode resumir a transmissão a interesses comerciais e deixar de lado a ética e o bom senso, mas parece que é pedir demais aos dirigentes.
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ABC revela mais um talento ao futebol brasileiro Leandro Martins
O que você vai ler agora é a reportagem que fiz para o Hoje Jornal sobre um talento de apenas 18 anos, que nasceu na região, passou pelo São Bernardo e hoje é meia do Grêmio de Porto Alegre. Sua estréia como profissional aconteceu diante do São Paulo, no último dia 11, no Morumbi (1 a 0 para o São Paulo). Para que a leitura não fique cansativa, dividi o conteúdo em dois posts que apresento agora ao amigo leitor/internauta.
Jeito simples, fala tímida, aparelho nos dentes e muita personalidade. Assim é Maylson Barbosa Teixeira, 18 anos, meia direita do Grêmio de Porto Alegre. Nascido em São Bernardo, no ABC paulista, morou com a família (pai, mãe e dois irmãos) no bairro Novo Horizonte (periferia da cidade) até os 16 anos, quando a sorte lhe sorriu no futebol.
Em junho de 2005, o menino, que já estava há três meses no time do São Bernardo, disputava um torneio em Buritama, no interior de São Paulo (a 542km da capital), quando olheiros do Grêmio o viram jogar e o convidaram para ir a Porto Alegre. O garoto aceitou e, após duas semanas de testes, foi aprovado e passou a treinar na equipe gaúcha. “O pessoal me viu jogar, gostou e estou lá desde essa época”, comentou Maylson.
“Disputei dois anos como juvenil e esse era o meu primeiro de júnior. Estava disputando a Copa Federação Gaúcha no primeiro semestre e o Mano (Menezes, técnico do time principal) pediu para eu treinar com os profissionais. Ele gostou, me efetivou e assinei contrato até 2010”. Pelo visto, o comandante aprovou de primeira o menino. O treinador gremista promoveu a estréia do jogador como profissional na partida do último dia 11, contra o São Paulo, no Morumbi.
“Foi uma grande emoção pisar no Morumbi pela primeira vez. Algo inesquecível. Achava que iria ficar no banco, mas o Mano Menezes me colocou como titular”, recordou. “Acho que a estréia foi boa. Pena que saímos com a derrota. Agora, ficou difícil classificar para a Libertadores”, acrescentou.
Copa São Paulo – inchada Pelo clube do Sul, ele disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior este ano. “Mas a equipe não foi bem. Fomos eliminados na primeira fase. É complicado quando você tem uma competição inchada de clubes. Se sua equipe não se classifica para as fases finais, quase ninguém o vê jogar”, analisou o meia.
O irmão mais novo, Matheus, 13, também quer ser jogador de futebol e tem Maylson como ídolo. “É meu ídolo e quero jogar futebol como ele”. Dentro de campo, o meia do Tricolor gaúcho sempre se espelhou em Sávio, jogador que se destacou pelo Flamengo e passou por Real Madrid, Bordeaux, Zaragoza, Real Sociedad e Levante. A esperança é de que o caminho das pedras fique ainda mais dourado. “Espero que tenha um futuro brilhante, pois estou trabalhando para isso”, comemorou o jogador.
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Jogador critica empresários que fazem "sacanagem" Leandro Martins
Dando continuidade ao post anterior, o jovem jogador do Grêmio também falou sobre empresários, estrutura do clube gaúcho e o que pensa a respeito do futebol no ABC.
Maylson assinou com a dupla de empresários Jorge Machado e Bismarck até 2009. Pelo acordo, os homens de terno e gravata ficaram com 30% dos direitos federativos do meia. Outros 60% pertencem ao Grêmio e 10% são do próprio Maylson. “Eles são bons. Trabalham com jogadores do Grêmio e do Inter. Assim que eu fui aprovado pelo Mano Menezes, eles logo vieram atrás de mim”, explicou. Eles ajudam o jogador na parte financeira e, segundo o atleta, sempre cumpriram com o combinado.
“Existem muitos empresários que sacaneiam o atleta. Quando o jogador está bem, dão todo o apoio, mas quando está mal e mais precisa de ajuda financeira, eles somem”, afirmou. “Com esses tem que tomar cuidado”. Grêmio – bela estrutura Com 104 anos de história, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é um grande clube do futebol brasileiro e, como tal, apresenta uma estrutura considerável. “Temos excelentes instalações. Um CT com sete campos, alojamento, alimentação. É um time verdadeiramente grande”, afirmou a revelação do ABC.
Além dos bens materiais, o clube do Sul ainda se preocupa com a formação do atleta e exige que o jogador adquira um bem para vida: o estudo. “Lá, eles cobram muito o estudo. Tem uma assistente social que pega no nosso pé se a gente falta ou tira nota vermelha”, brinca Maylson, que conclui o terceiro ano do Ensino Médio em 2007. Em relação a uma transferência futura, o jogador se mostra bem tranqüilo e prefere a cautela. “Não penso em sair agora. Quero dar ainda muitas alegrias à torcida gremista”.
Futebol no ABC O ABC paulista sempre se destacou como um celeiro de craques. Pelos times da região já passaram atletas como Ronaldão (zagueiro campeão mundial com o São Paulo), Denílson (hoje nos Estados Unidos), Fabinho (ex-Corinthians), Deco (meia do Barcelona), Gustavo Nery, Éverton Santos (lateral e atacante do Corinthians, respectivamente), Luís Pereira, Serginho Chulapa, etc.
“Aqui existem grandes jogadores. Mas os dirigentes precisam investir mais nas categorias de base e valorizar os garotos, inclusive na ajuda de custo. Acho que é isso que falta para o futebol da região deslanchar de vez”, analisou a jovem revelação.
Quando o assunto é o futebol do ABC na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, Maylson é simples e direto. “Lamento o momento por que passam Santo André e São Caetano na Série B. São times que têm boas condições de crescer e acredito que eles podem se recuperar”, finalizou o jogador.
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