.
Modernização dos estádios
é mais do que necessária
Leandro Martins
A febre da Copa de 2014, que será disputada no Brasil, provocou uma corrida dos clubes nacionais para modernizar seus estádios, a fim de abrigar alguns jogos da maior competição do futebol mundial. As reformas, sem dúvida, são mais do que necessárias. No entanto, elas devem ser feitas para beneficiar, em primeira instância, o torcedor brasileiro, independentemente de haver ou não Copa aqui.
Os estádios do país são lamentáveis. Salvo raras exceções como a Arena da Baixada, em Curitiba, o Maracanã e o Engenhão, no Rio de Janeiro (o primeiro reformado e o segundo construído por causa da realização do Pan), o resto não presta. O próprio Morumbi, tantas vezes reformado, ainda deixa muito a desejar nos quesitos banheiro, higiene, instalações de vestiários, etc.
A verdade é que os locais que abrigam os jogos no Brasil são, quase todos, montanhas de sucata. Parque Antarctica, Pacaembu, Mineirão, Vila Belmiro, Olímpico, Beira Rio, Durival de Brito, Couto Pereira, só para citar alguns, são verdadeiras afrontas ao torcedor. Se existe um benefício que a Copa de 2014 pode trazer ao apaixonado que vai ao estádio todo final de semana torcer pelo seu time, essa melhoria está nos estádios.
Muita gente se diz contra a “europeização” dos campos tupiniquins. A verdade é que as arenas européias são belíssimas. Claro que algumas também são deficientes, mas o que aqui é regra, lá é exceção. Estão reclamando das coberturas, que podem deixar o ambiente mais abafado. Por favor! Tenha paciência! Um benefício como a cobertura impede que o torcedor tome sol, chuva, vento e aumenta o conforto de ir ao campo de futebol.
Assim, é louvável que São Paulo, Palmeiras (agora com o projeto da Arena Palestra Itália) e outros clubes brasileiros queiram cobrir seus estádios e modernizá-los. Desde que seja com dinheiro privado, é claro! É bom mesmo que isso seja feito, antes que outras Fontes Novas apareçam no noticiário.


Leia este blog no seu celular
O Santos, por exemplo, pagou em 2007 cerca de 500 mil reais por mês ao treinador Vanderlei Luxemburgo, 200 mil reais a mais do que o Atlético-MG pagava ao ex-treinador da equipe, Emerson Leão, que faturava 300 mil por mês. Mano Menezes chega ao Corinthians com o modesto salário de 360 mil reais por mês, mais um milhão e meio como premiação se conseguir subir o Alvinegro para a Série A em 2009. Caio Júnior, ex-técnico do Palmeiras, ganhava bem menos, cerca de 80 mil por mês. E as bases da renovação giravam em torno de 160 mil.
São Caetano terá mais