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Leandro Martins
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DivulgaçãoCorinthians: uma incógnita
a ser desvendada

Leandro Martins

Os torcedores do Corinthians ainda estão preocupados com a equipe neste começo de ano, principalmente após a derrota diante do São Caetano. Instabilidade em uma remontagem de elenco é algo natural. O Palmeiras e o Botafogo, quando caíram para a Série B do Brasileirão em 2002, também passaram por isso. Acredito que o Alvinegro do Parque São Jorge terá muito mais alegrias do que tristezas em 2008. E explico o porquê.Bruno Bonfim, o Dentinho, faz parte da nova geração corintiana - Foto: Daniel Augusto-AE

Comparativamente a Botafogo e Palmeiras, o Corinthians se reforçou muito mais e com melhor qualidade. Sim, com melhor qualidade! Nomes como Acosta, Chicão, William, Fabinho, Valença, Rafinha, Alessandro que, em princípio podem gerar alguma dúvida, ainda vão treinar muito para afinar a sintonia e aprimorar o encaixe das peças.

Se alguns deles passam à Fiel torcida a impressão de que possuem qualidade duvidosa na parte técnica, física e tática, irão esbanjar disposição. Acreditem. Série B é assim mesmo! Muito mais vontade do que técnica ou tática! O Palmeiras montou um time jovem e quase de juniores para voltar à Série A. O mesmo fez o Botafogo. E o elenco Alvinegro não deixa nada a desejar. Pelo contrário, credito a ele mais força e experiência do que existiam nos dois rivais citados.

Mano Menezes chegou com filosofia trabalhadora para reerguer o time - Foto: Marcelo Ferrelli-AEAlém disso, o Timão se reforçou no banco de reservas. Enquanto o Botafogo trouxera, na época, o técnico Levir Culpi (que havia acabado de cair com Palmeiras – qualidade duvidosa, portanto) e o Palmeiras acertara com Jair Picerni – treinadores modestos – o Corinthians fechou a contratação de um treinador ainda promissor, porém com um trabalho visivelmente bem feito no Grêmio.

Antes de vir para São Paulo, Mano Menezes foi cobiçado pelo Cruzeiro, um dos clubes de maior estrutura do país, onde disputaria a Copa Libertadores da América. O comandante, no entanto, preferiu deixar tudo isso de lado e acertar com o Corinthians. Por quê? Ele é maluco? Rasga dinheiro? Não! Ele acredita no projeto corintiano. Tem certeza de que seu estilo durão se encaixa perfeitamente com as necessidades alvinegras e tem a visão de que pode reerguer a equipe em nível nacional e, quem sabe, internacional.

Sabe também que, caso consiga esse efeito, ficará eternamente marcado na história do clube e será reconhecido pela imprensa e pelos colegas de profissão como um treinador de alto gabarito, top do Brasil. Mano é sério. Começa a implantar sua filosofia com retidão e não permite brincadeira fora de hora, nem desconcentração! Será uma zebra se esse grupo não der certo em 2008! Duvido que não dê!



Categoria: Boca no trombone
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DivulgaçãoNos bastidores do
jornalismo esportivo

Leandro Martins

 

FICHA TÉCNICA

Nos bastidores do jornalismo esportivo

LINHARES, Marcos
Editora: RIDEEL-CELEBRIS
Número de páginas: 112
Encadernação: Brochura
Edição: 2006

 

 

Resolvi abrir a seção ESCRITA DA BOLA com um livro muito interessante do jornalista Marcos Linhares. Nos bastidores do jornalismo esportivo traz um pouco do fazer jornalístico durante a cobertura de uma competição de grande porte como Jogos Pan-Americanos (no caso do livro, o de Santo Domingo, em 2003) e Olimpíadas (aqui foram retratados os Jogos de Atenas, em 2004).

O autor tenta mostrar como é o dia-a-dia dos jornalistas esportivos nessas situações, bem como da equipe técnica que os acompanha. Dentre os entrevistados estão André Plihal, repórter da ESPN Brasil, Paulo César Correia, Diego Olivier, José Cruz, entre outros.

Para você, leitor, que é estudante da área e pretende seguir a profissão, é um prato cheio. Para você, que não estuda jornalismo, mas tem curiosidade de saber como é a rotina da nossa profissão em circunstâncias extremas, essa é uma ótima oportunidade. Na próxima quarta-feira, o PF traz a seção ACONTECEU. ESCRITA DA BOLA retorna daqui duas semanas. Até lá, aproveite a leitura!



Categoria: Escrita da Bola
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DivulgaçãoUma no cravo,
outra na ferradura

Leandro Martins

Sob a batuta do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras tenta se reerguer na história e conquistar um Campeonato Paulista depois de 11 anos. O último título, em 1996, também foi sob o comando do treinador e da chamada Era Parmalat, que investia pesado em contratações de alto nível.

Em tempos de vacas magras, o negócio agora é economizar e contratar certo. A Traffic, empresa do palmeirense fanático J. Hawilla, prometeu investir R$ 40 milhões em reforços. Até agora, chegaram o meia Diego Souza, ex-Grêmio, o atacante Lenny, ex-Fluminense, o atacante Jorge Preá (uma aposta de Luxemburgo), o lateral Élder Granja, ex-Inter-RS e o atacante Alex Mineiro, ex-Atlético-PR. Até aí, quatro realidades e uma aposta. Mas, ao que parece, excelentes contratações.O meia Léo Lima já passou por diversos clubes grandes do Brasil - Divulgação

A única dúvida reservo para o meia Léo Lima. Acredito que tal contratação foi bastante equivocada. Coisas de Vanderlei... Apesar de jovem (24 anos), o jogador já passou por vários clubes (Vasco, Flamengo, Santos, Grêmio) e, em todos, não deslanchou. O menino não tem a cabeça muito boa. No bom sentido, é claro. Quero dizer que não me parece muito focado em sua profissão. Talvez a maturidade ainda esteja por vir.

Para não perder dinheiro, o Alviverde preferiu fazer um contrato de risco com o atleta. Léo Lima vai receber uma parte de seus vencimentos de forma fixa e outra, de acordo com sua produtividade. A medida é boa, mas para mim não funciona. O meia Petkovic foi para o Santos pelas mãos de Luxa com as mesmas condições e não jogou nada.

Não adianta. Quando o cara não dá certo, não dá mesmo. Entendo que nem Vanderlei Luxemburgo é capaz de recuperar Léo Lima. Por isso, apesar das excelentes contratações neste início de ano, esta foi um equívoco. O time ainda precisa de alguns reforços para mostrar que dá para conquistar títulos e novos torcedores, além de reconquistar os apaixonados pelo clube. Para isso, não pode deixar que as contratações sejam em divididas em uma no cravo e outra na ferradura.



Categoria: Vai e vem
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DivulgaçãoCampeonato bom
é outra coisa!

Leandro Martins

Não é à toa que o Campeonato Paulista é considerado por técnicos e jogadores de futebol como o mais equilibrado e charmoso torneio estadual do Brasil. Bem organizada, a competição dá um show dentro e fora de campo. Além disso, é um atrativo futebolístico à parte, pois muitos jogadores de renome não admitem encerrar a carreira sem disputar ao menos um Paulistão.O meia Rivaldo (d) estava no último título estadual do Palmeiras, em 1996 - Divulgação

Outros querem acumular no currículo o maior número possível de estaduais paulistas, como Sorato (que jogou no Vasco e no Palmeiras, só para citar duas equipes deste andarilho do futebol), que atuou no campeonato de 2007 pelo Ituano, Vampeta, que acertou com o Juventus da Moóca e Galeano (que já passou por Palmeiras, Marília, Ponte Preta e Santo André), que disputa o torneio pelo Sertãozinho este ano.

Em 2008 aliás, o Campeonato Paulista está mais para uma super-competição. Os grandes (com exceção do Santos) estrearam bem e estão com gana de levantar a taça. Apesar disso o equilíbrio já comprova na segunda rodada, com o tropeço Corintiano, o empate no clássico entre Santos e Palmeiras e a derrota da Portuguesa para o Ituano. Acredito que a decisão vai ficar entre Palmeiras e Corinthians. O Verdão precisa de um título para quebrar o jejum e o Timão quer apagar diante dos torcedores a imagem do time fraco que caiu para a Série B do Brasileirão. Vai ter que trabalhar muito!

Corintianos comemoram o último título do Timão, conquistado em 2003 - DivulgaçãoO Santos, enfraquecido, terá problemas sérios. Não tem um elenco numeroso nem de boa qualidade para disputar duas competições fortes como o Paulista e a Libertadores. Já o São Paulo continua favorito, mas se o Tricolor avançar na Libertadores, deve desviar o foco e “tirar o pé do acelerador” no estadual. A Portuguesa corre por fora. Acredito que, pelo menos, a Lusa leva uma vaguinha na fase semifinal.

O melhor de se assistir no estádio um campeonato como o Paulista (além dos clássicos) é presenciar o duelo entre capital e interior. Classifica-se mais rápido quem perder menos pontos para os times do interior (que já foram mais fortes, é verdade, mas ainda dão trabalho). E alguns desses confrontos são verdadeiras “carnes de pescoço”. Quem ganha é o torcedor de São Paulo, que pode ver uma competição de alto nível de perto. Campeonato bom é outra coisa!



Categoria: Boca no trombone
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