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Explicando a classificação do Campeonato Paulista Leandro Martins
Quando você, torcedor apaixonado por um grande clube, olha para a tabela de classificação do Campeonato Paulista e observa Guaratinguetá em primeiro lugar, Ponte Preta em segundo, Noroeste em terceiro e Ituano em quarto, com certeza, lhe causa, no mínimo, estranheza.
Digo “no mínimo”, pois a sensação real é de impotência, lamentação e, principalmente, indignação. Afinal, como é possível nenhum time de grande expressão estar na zona de classificação para as semifinais de um simples campeonato estadual?
Pois é possível! As razões para isso são as mais diversas, tanto quanto os “fardos” que cada time carrega nesse início de temporada. O argumento fundamental, no entanto, é bastante simples. As equipes do interior se reapresentam para a pré-temporada de treinamentos ainda na segunda metade de dezembro, enquanto as equipes grandes, que disputam o Brasileirão até começo do referido mês, só retornam às atividades na primeira ou segunda semana de janeiro.
Portanto, as equipes consideradas menores estão em nível superior fisicamente (os jogadores dos times grandes ainda estão fora de forma) e taticamente, se compradas aos clubes de ponta. Além disso, têm maior entrosamento e mais ritmo de jogo, por estarem treinando há mais tempo. Daí alguns times do interior “voarem” em campo.
Explicada a razão principal da atual classificação do Paulistão (até hoje, sexta-feira, 08/02/2008), convido você, amigo leitor/internauta, a ler o post que vem logo abaixo, no qual tratarei dos “fardos” mencionados acima, que tanto incomodam as equipes de grande porte. É longo, mas vale a pena.
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O fardo que cada time carrega no Paulistão Leandro Martins
Cada time grande carrega um pesado fardo neste Paulistão. As situações mais críticas são de Santos, Palmeiras e Corinthians. O São Paulo leva sobre os ombros um peso bem mais leve. Mas leva! E a Portuguesa é considerada uma incógnita por ter voltado este ano à Primeira Divisão do estadual.
O Palmeiras tem na pressão seu pior adversário. O time realizou contratações onerosas de jogadores e da comissão técnica montada por Vanderlei Luxemburgo que, até o momento, não deram resultado. A pressão se concentra sobre os atletas, que estão intimidados e sentindo a carga da falta de títulos do Verdão, que não conquista um estadual desde 1996. Pressionados, muitos atletas reagem mal, fato que causa um desequilíbrio psicológico no elenco. Fardo bem pesado, portanto.
A “bigorna” que o Corinthians leva às costas é tão pesada quanto a do maior rival. Depois de ter caído vexatoriamente para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Timão precisa mostrar ao seu torcedor que é capaz de dar a volta por cima. No entanto, o ataque vem produzindo muito pouco (apenas sete gols em sete partidas) e os 15 jogadores contratados (alguns de nível técnico realmente duvidoso) ainda causam desconfiança à Fiel torcida. Portanto, a pressão também recai sobre o elenco, que não consegue render. É a famosa bola de neve negativa ou, se preferir, círculo vicioso. Carga bem pesada, portanto.
O Santos parece ter a missão mais difícil. A equipe comandada por Emerson Leão, sem dúvida, ergue sobre a cervical o fardo mais pesaroso. Com a afirmativa do presidente Marcelo Teixeira de que não há dinheiro para investimentos, o treinador “leonino” tenta recriar, na Vila Belmiro, algo parecido com a geração de ouro de 2002, que revelou ao mundo craques como Diego, Robinho, Elano, Renato, Alex, etc.
Os resultados ainda não vieram e, visivelmente, os jogadores que subiram dos juniores não têm maturidade nem experiência suficiente para agüentar o tranco. Apavoram-se facilmente e erram lances bobos, embora tenham boa técnica. Exemplos de Alemão e dos xarás Tiago Luís e Thiago Carleto.
A torcida brada em quase todas as partidas o velho e bom refrão “ô, ô, ô, queremos jogador”. Ou seja, a pressão novamente recai sobre os jovens atletas. Situação delicada em ano de Libertadores, competição em que o Santos corre o risco de cair ainda na primeira fase. Se isso acontecer de fato, enfurecerá ainda mais os alvinegros praianos. Carga de muitas toneladas.
O São Paulo carrega um peso um pouco diferente. Bicampeão Brasileiro, o time do Morumbi leva o peso de ser “obrigado” a repetir as boas campanhas dos anos anteriores. Assim, o time ainda tem um pouco de crédito com a torcida.
Pior do que isso é ter de conviver com um elenco de boa qualidade, porém, bastante reduzido. O Tricolor tinha 11 titulares quase insubstituíveis. Agora, não tem sequer um time. Valores como Leandro, Souza, Breno e Jadílson, que corriam o campo inteiro com um físico avantajado, não podem ser substituídos por qualquer um. Assim, a pressão não recai diretamente sobre os jogadores, mas sim sobre a campanha, sobre o fato de o time do Morumbi ter sido, nos últimos anos, um time bom e vencedor. Carga mais leve, portanto.
Para fechar, a Portuguesa. A Lusa até que começou bem o Paulistão vencendo o Santos por 2 a 0, mas deixou claro que tem um defeito grave. Dependia única e exclusivamente de seu melhor jogador, o atacante Diogo. Assim que ele se machucou, o futebol da equipe rubro-verde despencou, junto com a confiança dos torcedores. Fardo médio, já que o time acabou de retornar à elite do futebol paulista. Se repetir esse início de campeonato no ano que vem (supondo que não vá cair nesta edição), aí sim, a coisa vai ficar feia!
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O uniforme roxo do Corinthians Leandro Martins
Particularmente, considero-me um tradicionalista. Aliás, o torcedor mais apaixonado também é conservador. A maioria dos fanáticos gosta mesmo é de ver o time entrando em campo com seu uniforme número um reluzindo diante do oponente e em suas cores clássicas.
Muitos torcedores conservadores já fizeram um drama quando os uniformes de antigamente, sem patrocínio, foram substituídos por camisetas com as mais diversas marcas estampadas. Outros, de gerações mais recentes, começaram a chiar quando as logomarcas chegaram a ocupar as mangas dos “mantos sagrados” que os jogadores vestem. Sinal dos tempos. Os clubes, com dificuldades para arrecadar receitas, utilizam-se da renda da TV e dos parceiros comerciais para sobreviverem. Azar. Quem paga estampa o que quer.
Pior do que isso é os uniformes mudarem tanto só para vender mais. Antigamente, o clube jogava com a mesma camiseta durante, no mínimo, cinco anos. Os próprios jogadores cuidavam da roupa. Levavam para casa, lavavam e secavam. E nem podiam jogar a camiseta para a torcida, pois corriam o risco de não ter outra para jogar na rodada seguinte. Os distintivos e os números eram costurados a mão.
Atualmente, cada time lança uma camiseta diferente por ano. As mais recentes inovações aconteceram em dois parques: a camiseta verde-limão do Palmeiras e o terceiro uniforme do Corinthians, na cor roxa. Achei que a vestimenta do time do Antarctica ficou bem melhor do que a do São Jorge. Aliás, achei a do Timão horrível! A do Verdão até que ficou bonita. Mesmo assim, torcedores das duas equipes não deixaram de gozar os rivais. Enquanto os corintianos compararam a camiseta do Palmeiras a um marca-texto, os alviverdes disseram que os alvinegros vão jogar vestidos de Tinky Winky (personagem do programa de televisão, Telettubies – vide pé da coluna). Mas a questão não é essa.
A questão é o lançamento desses terceiros uniformes. Acho esse tipo de coisa muito saudável no futebol, desde que bem-feita. Cores diferentes dos uniformes tradicionais servem justamente para isso: fazerem parte do uniforme número três! E esta roupagem tem de ser usada com parcimônia. Entendo que o terceiro “quadro” de uniformes deve aparecer apenas em situações que exijam realmente que ele se faça presente.
Por exemplo, em um jogo entre Corinthians e Atlético-MG ou Botafogo. Como são todos alvinegros, mesmo usando o uniforme branco ou preto, dependendo da confecção da vestimenta do adversário, pode ser que não dê para distinguir muito um do outro, o que atrapalha a arbitragem. Aí então um uniforme com cores totalmente diferentes das tradicionais é bem-vindo. Como fazem muitos times internacionais.

Corinthians roxo = Tinky Winky
Palmeiras verde-limão = caneta marca texto
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Os 50 maiores jogos das Copas do
Mundo Leandro Martins

FICHA TÉCNICA
Os 50 maiores jogos das Copas do
Mundo
COELHO, Paulo Vinícius Editora: Panda
Books Número de páginas: 140 Encadernação: Brochura Edição: São Paulo,
2006
Nada melhor do que retornar após o Carnaval com
uma boa dica de leitura, não é mesmo? Você, amigo leitor/internauta, merece
voltar às atividades cotidianas no melhor estilo, acompanhado por um bom livro,
que agregue conhecimento, informação e claro, muito futebol.
Por isso, a seção ESCRITA DA BOLA
de hoje traz, como recomendação, Os 50 maiores jogos das Copas do
Mundo, do jornalista Paulo Vinícius Coelho. PVC, comentarista da ESPN
Brasil e colunista do diário Lance!, revive aqueles que ele, baseado em uma
série de fatos e estatísticas, considera como os melhores jogos que se viram em
Copas do Mundo de futebol.
Para não cair na mesmice e contar o que todo mundo já sabe, PVC resolveu inovar. Em vez abordar as partidas sob o olhar brasileiro (ou dele próprio), o
jornalista entrevistou colegas de profissão da Itália, da Argentina, da França e
da Holanda, e recontou pelejas épicas como a tragédia de Sarriá, em 1982, sob o
olhar dos estrangeiros.
Se a derrota para a Itália por 3 a 2 naquele ano
representou uma frustração para os brasileiros, para os tiffosi (torcedores
italianos) é motivo de contentamento e euforia até hoje! E foi sob olhares desse
tipo que PVC construiu esse belo livro que, além das curiosidades históricas,
serve como um guia prático para entender a Copa do Mundo, o evento futebolístico
que, a cada quatro anos, paralisa o planeta por pelo menos um mês. Boa
leitura!
Categoria: Escrita da Bola
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