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Você admitiria interferêcia
no seu trabalho?
Leandro Martins
Você, amigo leitor/internauta, admitiria interferência no seu trabalho? Seja lá qual for a profissão que exerçamos, é óbvio que ninguém gosta de ter interferência ou pior, ingerência, na atividade que realiza. Pois isso é o que acontece em muitos clubes de futebol do Brasil. Não é raro ouvirmos falar de cenas em que o presidente entra no vestiário para exigir a escalação deste ou daquele jogador.
E os inocentes torcedores ainda acham que o treinador é que não sabe escalar a equipe. O último exemplo desse tipo de coisa, de que se tem conhecimento público, é o do Vasco da Gama. Em mais uma “euricada”, o “dono” do clube cruz-maltino ordenou ao antigo técnico Romário que escalasse Alan Kardec no lugar de Abuda, na partida contra o Friburguense, válida pela Taça Guanabara (o primeiro turno do Campeonato Carioca).
Romário não aceitou a ingerência e deixou o time como jogador e como técnico. São poucos os comandantes que têm a coragem de fazer o que o Baixinho fez. Por isso, existem tantos jogadores ruins em campo. Com certeza, muitos “homens dos presidentes”, que renderão algum dinheiro a estes dirigentes em futuras e escusas negociações. O treinador não erra ao escalar um atleta, por pior que seja, já que é ele quem acompanha os treinamentos durante a semana. Erra sim, quando aceita este tipo de coisa. Quem garante que Edmundo, que perdeu o pênalti contra o Flamengo, não tenha sido escalado nas mesmas circunstâncias?
Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão e Luiz Felipe Scolari são alguns exemplos de técnicos linhas-duras que não toleram tal situação sob pena de abandonarem o cargo. No entanto, há aí um diferencial. São vencedores de alguma forma e, por isso, parecem ter mais autonomia no que fazem.
Mesmo assim, nenhum cidadão que sonha em ser um bom técnico de futebol pode aceitar esse tipo de coisa. Quem não se lembra do folclórico Roberto Zini, o Beto Zini, que, investido do cargo de presidente do Guarani, invadia os vestiários aos brados mandando os técnicos escalarem este ou aquele jogador?
Hoje, o time está na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Os treinadores aceitavam a ingerência e o clube pagou o preço. E ainda querem que o torcedor pague R$ 2,00 para apostar na Timemania, para pagar dívidas dos clubes com a União por causa destas e outras canalhices como má administração, caixa 2, etc. É chamar o torcedor de ignorante!


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São Bernardo pedirá
Alysson Fernandes Matias, árbitro principal, Rafael Ferreira da Silva, auxiliar número um e Luciana da Silva Ramos, assistente número dois, em momento nenhum fizeram menção de expulsar o jogador. Além de omisso, o cidadão trajado de senhor do apito e do jogo não sabe escrever. Escreveu na súmula a palavra “PARALIZAÇÕES”. Isso mesmo, exatamente deste modo. Com a letra “Z”. Conclusão: não serve para ser nem professor de português e nem árbitro de futebol.