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Leandro Martins
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Divulgação19 de março de 1986:
Inter vencia a terceira

Leandro Martins

O time da Inter, campeão Paulista de 1986

Era apenas mais um jogo do Campeonato Paulista. No dia 19 de março de 1986, a Internacional de Limeira vencia o XV de Jaú por 2 a 0, no estádio Major José Levy Sobrinho, o Limeirão. Seria a terceira das 21 vitórias que a equipe conquistaria na competição, da qual se sagrou campeã (primeiro time do interior a quebrar a hegemonia dos grandes paulistas).

Para completar a festa, a Inter teve o artilheiro do Paulistão, Kita, com 23 gols. A decisão foi contra o Palmeiras. No primeiro jogo, um 0 a 0 sem muita criatividade, mas com clima tenso, já que o Verdão não ganhava um título paulista há nove anos. No segundo, 2 a 1 para o time do Interior, em pleno Morumbi, com gols de Kita e Tato.

Ressalte-se que o time da Inter foi o campeão do returno, o que dava o direito de disputar as semifinais, em dois jogos. Na ocasião, eliminou o Santos com duas vitórias (2 a 0 na Vila Belmiro e 2 a 1 em Limeira) para chegar à decisão. O time que jogou a grande final e conquistou o maior orgulho do clube até hoje está na foto acima.

Não pela ordem, o time que bateu o Palmeiras foi o seguinte: Silas, João Luís, Juarez, Bolívar e Pecos; Manguinha, Gilberto Costa e João Batista; Tato, Kita e Lê. O técnico era José Macia, o Pepe.



Categoria: Aconteceu
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DivulgaçãoO que não faz a
falta do computador...

Leandro Martins

Antes de qualquer coisa, quero dizer que devo desculpas ao amigo leitor/internauta. Isso porque o blog estava sem atualização há 11 dias. Tudo porque, devido aos entraves da tecnologia, não consegui postar minhas colunas.

Fiquei sem computador durante um tempo, o que me impediu de fazer o que tanto gosto: relacionar-me com o público que acompanha meu trabalho. Sem mais, é hora de sacudir a poeira e voltar à ativa! Temos muitas coisas a conversar, sem dúvida. Então, mãos à obra!



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DivulgaçãoA delicadeza e a coragem
de Flávio Guerra

Leandro Martins

A rigor, o árbitro Flávio Rodrigues Guerra cometeu apenas um erro no clássico entre Palmeiras e São Paulo: deveria ter expulsado o (volante? Lateral? Meia?) Richarlyson, do Tricolor, após marcar o terceiro pênalti a favor do time do Parque Antarctica, mas não o fez. Esse foi o único lapso verdadeiro do árbitro enquanto senhor da partida, admitido inclusive pelo próprio “juiz”.Clássico entre Palmeiras e São Paulo foi de muita marcação e virilidade - Divulgação

Houve ainda duas falhas no confronto, que não podem ser atribuídas somente a ele. O impedimento equivocado de Borges, que só era possível de ser percebido com o auxílio da televisão e sua câmera lenta ou congelada (aliás, o lance era do assistente e Flávio Guerra apenas atendeu à sua marcação) e a não-expulsão do atacante Kléber, do Palmeiras, pela cotovelada em André Dias, fato que nenhum dos membros do trio de arbitragem viu. Caso contrário, não tenho dúvidas de que ele seria excluído da partida. O lance só foi flagrado no terceiro ângulo exibido pela TV.

O que vale ressaltar é que Flávio Guerra é um árbitro corajoso e de personalidade forte. Ao que parece, não é “banana” como muitos colegas de “profissão”. Não é qualquer “juiz” que marca três pênaltis a favor da mesma equipe em um clássico. Seu primeiro clássico! Ressalte-se: todos aconteceram. Para os clubes paulistas, que tanto vinham reclamando da arbitragem na competição, eis a luz no fim do túnel.O árbitro Flávio Guerra - ao centro - apitava em 2007 o confronto entre Barcelona de Ibiúna e Palestra São Bernardo, pela Segunda Divisão do futebol paulista - Divulgação

Espero que a revelação dos apitadores não passe apenas de uma promessa. Oxalá consolide-se como bom árbitro que parece ser. Isso porque muitos surgiram e ganharam o “status” de melhor do Brasil para depois fazerem lambanças incomensuráveis como Márcio Rezende de Freitas, Carlos Eugênio Simon, Sidrack Marinho dos Santos, Paulo César de Oliveira, entre tantos outros.

Se continuar assim, discreto e aplicando a regra do jogo, Flávio Guerra tem tudo para assumir essa condição, hoje tão carente de uma figura exponencial e competente. O que é ainda mais elogiável é que Flávio não quis saber de “guerra” no clássico. Apitou sem autoritarismo, empáfia ou arrogância. Segurou sempre as rédeas do duelo em suas mãos. Seus auxiliares permitiram a conversa com treinadores e jogadores. Tudo no maior clima de cordialidade e com a maior delicadeza. Por que o futebol não pode ser sempre assim?



Categoria: Boca no trombone
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