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'Paradinha': um Bem ou
um Mal do futebol?
Leandro Martins

O atleta comete uma infração dentro da área e o árbitro apita: pênalti! Na cobrança, o jogador toma distância, corre para a bola e... não chuta! Antes de tocar a redonda, ele ameaça, pára e o goleiro, que normalmente escolhe um canto para pular, fica “vendido”. Com o arqueiro “morto”, o jogador apenas rola a bola para o outro canto e marca o gol.
Esse lance é a famosa “paradinha”, que está se tornando cada vez mais comuns entre os batedores de pênalti na atualidade. Em especial os brasileiros. Já usaram e abusaram do expediente em 2008 boleiros como Alex Mineiro, do Palmeiras; Rogério Ceni, do São Paulo, além de Roger, do Grêmio, e por aí vai.
A jogada da moda fora proibida pela Fifa e pela International Board (entidade que rege as regras do futebol) durante um tempo e, depois, passou a valer novamente. A pergunta é: você aprova ou não a “paradinha”? Admito que a jogada é um pouco covarde com o goleiro, que defende nada menos do que um retângulo de 7,32m de largura por 2,44m de altura e ainda precisa ficar sobre a linha de meta no momento da cobrança.
Por outro lado, o lance é considerado uma finta de corpo. Se vale o drible e a ameaça com bola rolando, por que não valeria com ela parada? Muitos cobradores de faltas fingem que vão chutar e apenas ameaçam para causar uma confusão na defesa adversária. E todos entendem que é algo perfeitamente normal!
Não sou totalmente a favor da “paradinha”. Nem contra. Entendo que o goleiro não pode ficar tão desprotegido. Se é permitido ao atleta parar diante da bola, então também deveria ser possível que o goleiro pudesse se adiantar até um determinado limite para tentar efetuar a defesa. Algo como uma linha tracejada na metade da pequena área ou coisa parecida. Como acontece no futebol de salão.
Pelo menos, seria mais justo. Prefiro essa saída a que proíbam novamente a “paradinha”. No esporte, os atletas devem usar todos os recursos que possuem para vencer, desde que lícitos. Assim, a “paradinha” faz parte da malandragem, da capacidade e da inteligência do jogador, além da habilidade para utilizar seu corpo. Como um drible. E ainda exige sangue frio, uma vez que, depois que pára diante da bola, não pode recuar mais para executar a cobrança.


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