Volta para a home
 


Leandro Martins
Jornalista

Empresas
UPTV
Rede TV + ABC
Colunista STI
Cargos
Repórter
Locutor
Editor
Apresentador
Comentarista esportivo

leanmartins@uol.com.br
Santo André - SP

Histórico


Categorias
 Todas as mensagens
 Boca no trombone
 Futebol Local
 Escrita da Bola
 Vai e vem
 Aconteceu


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UPTV - A TV sem fronteiras
 Gazeta Esportiva
 Futebol Interior
 Folha Esporte
 Estadão Esportes
 ESPN Brasil
 Rádio STI Esporte
 Blog do Bianchi
 Blog da Ísis - Projeto Caos


 


.

Divulgação'Paradinha': um Bem ou
um Mal do futebol?

Leandro Martins

Kaká é um dos jogadores que não utilizam o recurso de parar e ameaçar o chute antes de bater na bola - Divulgação

O atleta comete uma infração dentro da área e o árbitro apita: pênalti! Na cobrança, o jogador toma distância, corre para a bola e... não chuta! Antes de tocar a redonda, ele ameaça, pára e o goleiro, que normalmente escolhe um canto para pular, fica “vendido”. Com o arqueiro “morto”, o jogador apenas rola a bola para o outro canto e marca o gol.
 
Esse lance é a famosa “paradinha”, que está se tornando cada vez mais comuns entre os batedores de pênalti na atualidade. Em especial os brasileiros. Já usaram e abusaram do expediente em 2008 boleiros como Alex Mineiro, do Palmeiras; Rogério Ceni, do São Paulo, além de Roger, do Grêmio, e por aí vai.

A jogada da moda fora proibida pela Fifa e pela International Board (entidade que rege as regras do futebol) durante um tempo e, depois, passou a valer novamente. A pergunta é: você aprova ou não a “paradinha”? Admito que a jogada é um pouco covarde com o goleiro, que defende nada menos do que um retângulo de 7,32m de largura por 2,44m de altura e ainda precisa ficar sobre a linha de meta no momento da cobrança.

Rogério Ceni deu a paradinha contra o Juventus, na última rodada da fase de classificação do Paulistão 2008 - Foto: Bruno Cantini - Esporte PressPor outro lado, o lance é considerado uma finta de corpo. Se vale o drible e a ameaça com bola rolando, por que não valeria com ela parada? Muitos cobradores de faltas fingem que vão chutar e apenas ameaçam para causar uma confusão na defesa adversária. E todos entendem que é algo perfeitamente normal!
 
Não sou totalmente a favor da “paradinha”. Nem contra. Entendo que o goleiro não pode ficar tão desprotegido. Se é permitido ao atleta parar diante da bola, então também deveria ser possível que o goleiro pudesse se adiantar até um determinado limite para tentar efetuar a defesa. Algo como uma linha tracejada na metade da pequena área ou coisa parecida. Como acontece no futebol de salão.

Pelo menos, seria mais justo. Prefiro essa saída a que proíbam novamente a “paradinha”. No esporte, os atletas devem usar todos os recursos que possuem para vencer, desde que lícitos. Assim, a “paradinha” faz parte da malandragem, da capacidade e da inteligência do jogador, além da habilidade para utilizar seu corpo. Como um drible. E ainda exige sangue frio, uma vez que, depois que pára diante da bola, não pode recuar mais para executar a cobrança.



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 




.

DivulgaçãoJornalismo
Esportivo

Leandro Martins

 

 

FICHA TÉCNICA

Jornalismo Esportivo

COELHO, Paulo Vinícius
Editora: Contexto
Número de páginas: 120
Edição: São Paulo, 2004

 

 

 

Tenho certeza de que você, amigo leitor/internauta, que gosta muito de esporte, sabe que, na faculdade, não existe uma disciplina especializada em Jornalismo Esportivo. Sim, pois me recuso a dizer, como alguns profissionais da mídia, que esporte é apenas entretenimento.

É para quem apenas torce ou assiste e não para quem trabalha na área. A apuração, o cuidado com a informação, o furo de notícia, fundamentos básicos do bom jornalismo, são exatamente os mesmos de qualquer editoria e deveriam ter (mas não têm) a mesma importância para um jornal impresso, de rádio ou televisão.

Por isso, o ESCRITA DA BOLA de hoje recomenda a leitura de Jornalismo Esportivo, de Paulo Vinícius Coelho. Chefe de reportagem da ESPN Brasil e colaborador do diário Lance! e da Rádio Eldorado-ESPN, PVC retrata com precisão as entranhas da profissão.

Toca no ponto de que, ainda hoje, a editoria de esportes e aqueles que dela fazem parte sofrem com o preconceito em muitos veículos de comunicação. PVC tenta explicar por que o esporte não é um assunto menor. O autor vai tão fundo nos bastidores da mídia que ainda faz uma explanação sobre como dirigentes de federações fraudam o borderô de partidas de grande renda.

Com uma escrita simples e dinâmica, o livro é uma verdadeira aula de jornalismo (não somente o esportivo). Leitura mais do que obrigatória para quem pretende seguir carreira na área e, mais ainda, para quem deseja trabalhar especificamente no ramo do esporte. Para quem não tem tal intenção, mas deseja saber mais sobre o nosso universo de trabalho, é um maravilhoso deleite. Aproveite a leitura!



Categoria: Escrita da Bola
   envie por e-mail 




.

Divulgação'Aprendendo e ensinando
uma nova lição'

Leandro Martins

Terça-feira. Bom dia para reiniciar o blog. Novamente, por problemas de ordem “informática”, há um bom tempo não pude postar. Agora, acredito que retorno com força total para não mais sair.

A frase que dá título à coluna de hoje é de Geraldo Vandré, da sua famosa música de protesto contra a ditadura brasileira, Pra não dizer que não falei das flores, composta em 1968. Retirando-a do contexto em que se insere, a frase pode ser aplicada ao Corinthians.

O atacante Kléber Pereira ajudou os corintianos com um gol contra a Ponte, mas de nada adiantou - DivulgaçãoNo ano passado, o Timão também contava com outros resultados para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro. Mas o Internacional perdeu por 2 a 1 para o Goiás, de virada, em Goiânia, e selou o rebaixamento à Serie B do Corinthians, que só empatara com Grêmio por 1 a 1, em Porto Alegre.

Pelo jeito, parece que a equipe de Parque São Jorge não aprendeu a lição e, novamente, dependia de outros resultados para se classificar às semifinais do Campeonato Paulista de 2008 (pelo menos não era para lutar contra o descenço!). No entanto, dessa vez, o resultado de que o Timão precisava aconteceu (empate de 2 a 2 entre Santos e Ponte Preta, na Vila Belmiro), mas o time não fez sequer a própria parte. Ou seja, não caminhou, nem seguiu a canção santista.

O atacante do time da Baixada, Kléber Pereira (que confirmou ter sido procurado para jogar pelo Alvinegro de São Paulo no Brasileirão deste ano), bem que tentou ajudar e marcou um dos dois gols do Peixe. Só que, mais uma vez, o Corinthians decepcionou sua torcida e perdeu por 3 a 2 para o Noroeste, em Bauru. A propósito, os jogadores, de qualidade duvidosa, pareciam "indecisos cordões" dentro do campo, tal o baile que levaram do Norusca.Mano Menezes ainda alfinetou os santistas, mas admitiu a limitação da equipe - Divulgação

E depois, Mano Menezes, técnico do Alvinegro, veio a público dizer que, “se estivéssemos ganhando, a ajuda do Santos não viria”. Tenha paciência! Ainda somos obrigados, eu e você, amigo leitor/internauta, a ouvir isso.

Ninguém duvida do trabalho nem da competência de Mano Menezes. Acredito que ainda vai gerar muitos frutos ao Alvinegro paulistano e, com certeza, tem tudo para dar certo. Mas, convenhamos. A verdade é que o Corinthians é hoje um time limitado. Não tem elenco de boa técnica. E a quinta colocação foi mais do que honrosa. Sem ovos, não se faz omelete. Sem qualidade, não há bom futebol. Nem conquistas.

Pelo menos, que desta vez fique a lição para o grupo. Nunca dependa de terceiros (aqui entendidos como outros resultados) para não cair ou se classificar. E, na pior das hipóteses, se depender, que esteja focado, em primeiro lugar, no jogo que está disputando, pois do outro lado também há desportistas que querem vencer no esporte e na vida, como fizeram os jogadores do Noroeste.



Categoria: Boca no trombone
   envie por e-mail 





[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]