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Leandro Martins
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DivulgaçãoNova atração esportiva
estreou na terça-feira

Leandro Martins

A equipe que deu força total para a estréia. Da esquerda para a direita: Lucky Ravaneli, Liliana Gonçalves, Davi, Mara, Reinaldo Leiva - no celular! -, Igor, Dedimar, Katia Verri, Leandro Martins (eu) e Eduardo Kedouk

É sempre bom participar de novos projetos, conhecer novas pessoas e ver o trabalho reconhecido. Principalmente na área da comunicação. Por isso, é com muito orgulho que eu, Leandro Martins, e meus amigos Reinaldo Leiva e Katia Verri estreamos, na noite da última terça-feira, o programa Esporte na Rede, pela UPTV.

UP o quê? Pois é. UPTV. É a primeira emissora de TV transmitida via web (internet) do ABC Paulista, na Grande São Paulo. Seus diretores, Lucky Ravaneli, uma pessoa experiente na televisão, e Liliana Gonçalves, gabaritada no ramo empresarial (além de meus amigos pessoais, que é a parte mais importante), convidaram a mim, ao Reinaldo e à Katia para comandarmos a atração esportiva da casa.

O programa teve como seu convidado inicial o jogador Dedimar, do Santo André e que já passou por grandes clubes do futebol brasileiro como Vitória e Palmeiras, além do charmoso Juventus, da Moóca. Traremos sempre um convidado de peso em cada edição. Nosso compromisso é com você,  internauta! Portanto, a partir de agora, teremos, mais um canal de comunicação para nos falarmos.O logo do programa, com brasão e tudo!

O Esporte na Rede, com uma vinheta linda de fazer inveja a programas de TV aberta, vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, das 21h45 às 22h45. As reprises acontecem às quartas-feiras, a partir das 14h30. E o melhor da internet é que o programa fica armazenado no site por uma semana, no mínimo. Até a exibição do novo programa inédito e ao vivo.

Além disso, a interatividade dá o tom do “ER” (é, temos uma sigla, um símbolo e um brasão! Só falta fundar um time de pelada!), que recebe mensagens em tempo real de internautas apaixonados por esporte de todo o Brasil. Acessem o site: www.uptv.com.br. Imperdível!

Sorte a todos
Vou confessar uma coisa a você, amigo leitor/internauta. O convite para apresentar o ER muito me encheu de orgulho. Senti-me honrado, e falo em nome de toda a equipe, quando confiaram em nosso potencial para encarar tal desafio. Mais do que isso, é uma injeção de ânimo e adrenalina na carreira de alguém que apenas está se iniciando no mundo jornalístico.

A bancada da bola: eu, Reinaldo e KatiaNossa primeira vitória veio na terça-feira quando, além de estrearmos o programa, inauguramos também as transmissões ao vivo da emissora. O Lucky e a Lili (sem ciúme hein, pessoal!) são pessoas sérias, íntegras, que respeitam a qualidade profissional de cada um. Liberdade para trabalhar e trazer novas idéias? Toda! Sem objeções a pautas ousadas ou tentativas de um salto maior.

Estou certo de que o crescimento acontecerá de modo natural. Eles merecem. São românticos das comunicações. Têm visão ampla de mundo e vontade de expandir. Se depender das energias positivas que todos mandaram na estréia, a TV vai levitar! De minha parte, desejo toda a sorte do mundo aos meus companheiros e aos empreendedores. O meu sentimento? Muita felicidade em fazer parte da equipe. Auguri!



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DivulgaçãoCondenado a falar
De A a Z - Pólvora Pura

Leandro Martins

 

 

FICHA TÉCNICA

Condenado a falar - de A a Z - Pólvora Pura

KAJURU, Jorge
Editora: Escala
Número de páginas: 190
Edição: Paraná, 2007

 

 

O ESCRITA DA BOLA de hoje apresenta um dos melhores livros lançados recentemente na área da imprensa esportiva (e política!). Condenado a falar – De A a Z – Pólvora Pura, de Jorge Kajuru, é daquelas leituras gostosas, que fazem você praticamente devorar o livro.

Nele, Kajuru expõe percalços e dificuldades vividos em 35 anos de carreira. Para isso, utiliza depoimentos de amigos, reportagens de jornais e revistas, programas de televisão e muita tenacidade com seu texto firme e, quase sempre ácido para com aqueles que considera de má índole.

Uma leitura imperdível para quem gosta de saber mais sobre os bastidores da profissão, não apenas na área esportiva, mas também na política. Mordaz, o jornalista ainda apimenta tudo com um toque refinado de cultura que abrange de Ariano Suassuna, passando pelo lendário João Saldanha e o Genial Tostão (assim mesmo, com “G” maiúsculo!).

Um livro desses não tem preço, mas o melhor de tudo é que Kajuru fez questão de tornar seus escritos acessíveis a todo tipo de público. Sua biografia custa somente R$ 1,00. Com o apoio cultural da Editora Escala, é remetido para todo o Brasil por R$ 3,00 no total (R$ 2,00 de frete). Uma leitura acessível, possível e imperdível! Aproveite!



Categoria: Escrita da Bola
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DivulgaçãoA falta de desportividade
no futebol brasileiro

Leandro Martins

Sinceramente, o futebol brasileiro chegou a um ponto insuportável de chateação. Eufemismo para não dizer frescura ou mesmo falta de desportividade.

Dentre tantas bizarrices vistas nos últimos tempos, como a limitação do drible (Jabá, quando era jogador do Coritiba e seu time vencia, levou cartão amarelo por passar o pé em cima da bola), o desvio de foco para os erros de arbitragem e o "politicamente correto" na prisão na comemoração dos gols, uma chamou-me muito a atenção.

A Arena da Baixada é tida como o estádio mais moderno do Brasil - DivulgaçãoA “peripécia” deu-se na final do Campeonato Paranaense deste ano, no confronto decisivo entre Atlético e Coritiba, na Arena da Baixada, estádio dos rubro-negros atleticanos. Na partida de “ida”, o Coxa já havia vencido por 2 a 0 e poderia até perder por um gol de diferença na casa do rival para levantar a taça. De fato, levantou, perdendo por 2 a 1.

Pois bem. O que a diretoria do Atlético fez? Impediu que os funcionários da Federação Paranaense de Futebol entrassem com o troféu no estádio, alegando que poderia haver confusão na comemoração coritibana. Nota: isso foi antes do início da partida.

Dois detalhes. Primeiro, para agir de tal modo, fica claro que a diretoria não confia no próprio time, pois já dava o título como favas contadas para a equipe do Alto da Glória. Segundo, é uma desculpa esfarrapada para não ver o rival comemorar o título na Arena da Baixada. Se o estádio do Atltético é o mais moderno do Brasil (como seus diretores dizem aos quatro ventos) e sua torcida civilizada, por que o medo de que um tumulto ou uma confusão acontecesse?

Então é assim que a diretoria atleticana pretende que seu estádio abrigue jogos da Copa do Mundo de 2014? Esse tipo de pensamento (nem deveria chamar isso de pensar, mas enfim...) nunca seria posto em prática na Europa, por exemplo.A torcida rubro-negra lotou o estádio; era para ser festa completa e não palhaçada - Divulgação

Lá, as equipes entram juntas em campo, os jogadores se respeitam e as torcidas, pelo menos a maioria, convivem em paz. Seria o mesmo que não haver taça na decisão da Champions League, mesmo sendo na casa de um rival.

Isso se chama não saber perder. Falta de desportividade e de consciência. Filosofia provinciana de Terceiro Mundo. Enquanto as mentes dessas criaturas pensarem assim, jamais teremos um futebol organizado. Lamentável.

Recordar
Só para lembrar outro episódio similar, em 1994, quando o Palmeiras sagrou-se bicampeão Paulista em um torneio de pontos corridos, faria a festa do título no Morumbi, na partida contra o Corinthians, a última da competição.

Como já era o campeão por antecipação, o jogo seria apenas de festa. Mas, da noite para o dia, o gramado do Cícero Pompeu de Toledo apareceu completamente esburacado, sem condições de jogo. Apenas para o time de Palestra Itália não fazer a festa em território são-paulino. No esporte, não saber perder é um defeito grave. Mas a inveja é muito pior.



Categoria: Boca no trombone
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DivulgaçãoAs prováveis perguntas
do meu amigo Eguinaldo

Leandro Martins

Antes de começar este pequeno desabafo sobre o mundo futebolístico, preciso dizer a você, amigo leitor/internauta, quem é o meu amigo Eguinaldo Hélio. Ele é jornalista e colunista (brilhante, diga-se de passagem) do Hoje Jornal, de São Bernardo do Campo. É dos melhores textos do jornalismo impresso, sem dúvida. Devia esse post a ele, que fez uma menção a mim em sua coluna Fim de Papo, na edição do último dia 25 de abril.

Eguinaldo é brasileiro e, como tal, gosta de futebol, certo?! Errado! Ele mesmo se considera “um mau brasileiro” ou, em outras palavras, diz que tem “um desvio da conduta padrão”. Por não ser torcedor, ele não padece do sofrimento da maioria do povo tupiniquim, que, mesmo sendo humilhado na hora de comprar ingresso para uma final de campeonato (bilhetes falsos, ação de cambistas, tumulto, etc), não abandona a prática de freqüentar os estádios. Nem deixa para trás seu time do coração.Pôster da Copa de 1982, na Espanha: Brasil foi eliminado - Divulgação

Meu amigo lembra-se do último jogo que viu. A eliminação do Brasil em pleno Sarriá, com a derrota de 3 a 2 para a Itália de Paolo Rossi, na Copa do Mundo de 1982. Eguinaldo, então na quinta série, presenciou, talvez, o último time que praticou o verdadeiro futebol-arte. O Brasil de Telê Santana era fantástico, encantador. Mas perdeu.

Então, 12 anos mais tarde, Eguinaldo vê um futebol medonho e medíocre na Copa de 1994, mas que se sagra campeão frente à mesma Itália, nos pênaltis, após um empate de 0 a 0 na decisão. Na certa, ficou traumatizado. Ou se decepcionou. Com certeza, ele me perguntaria: amigo Leandro, como pode um time que joga bonito não vencer e um que joga feio triunfar? Sinal dos tempos.

Além desta, Eguinaldo não deve ter entendido uma porção de coisas nesse mundo do esporte bretão, que é, por vezes, bizarro. Se tivesse vontade de se tornar torcedor hoje, certamente ele me questionaria: como pode um país que não organiza corretamente uma venda de ingressos sediar a Copa do Mundo (em 2014)? Como pode sediar tal evento sem uma boa malha de transporte para a população ou com crianças passando fome?

O Brasil, tetracampeão nos Estados Unidos, em 1994, com um futebol medíocre - DivulgaçãoComo é possível se divertir e apenas torcer, quando não se tem estacionamento, comida de boa qualidade e conforto nos estádios brasileiros, quase na sua totalidade sucateados? Pior. De que maneira é possível ver um jogo com descontração se, ao sair do local da partida, você dá de cara com guerras de gangues (recuso-me a chamá-las de torcidas!) nas ruas?

Amigo Eguinaldo. Se eu fosse explicar a você todos os paradoxos que o meio do futebol apresenta, esgotaria meu blog pelo resto deste ano. Pior do que isso, minhas explicações não só não o convenceriam a acompanhar o esporte, como o deixariam ainda mais horrorizado. Como você é meu amigo, não quero entristecê-lo. Apenas digo que você não é nenhum ET, muito menos mau brasileiro. Soubesse o povo as respostas para as questões acima, o futebol iria à falência! E, plagiando você, se me permite, “fim de papo”.



Categoria: Boca no trombone
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